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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Perigo da Chikungunya






























A estação mais querida pelos cariocas chegou! O verão traz o sol, o calor, as praias, as férias e a diversão. No entanto, a alegria não dura muito, pois junto com tudo isso chega também um velho conhecido, o mosquito Aedes Aegypti, que sempre volta com uma nova doença. Ele é o responsável pela transmissão dos vários tipos de dengue, da zika e da chikungunya. Esta última a grande vilã no momento.

O Verão da Chikungunya

Pesquisadores estão assustados com a incidência maior da chikungunya. Como já houve os verões da dengue e da zika, agora é o verão da chikungunya.

O entomologista da Fiocruz Rafael Freitas confirma que teremos mesmo uma taxa de transmissão mais intensa, porque o vírus está entrando em contato com a população mais suscetível e sem anticorpos contra a doença.

Outro grande problema é a dificuldade em diagnosticar a chikungunya, já que as outras transmitidas pelo mosquito possuem características parecidas. Os principais sintomas da doença são febre alta e dores articulares, que geralmente acompanham a pessoa infectada por até um ano e meio. Especialistas ainda alertam para as sequelas deixadas por ela, como lesão nas articulações das mãos e dos pés, causando fortes dores para o resto da vida.

Alguns pesquisadores já dizem que estamos enfrentando uma epidemia. O calor e a chuva do verão podem contribuir para a proliferação dos mosquitos.

Casos de suspeita

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, entre janeiro e o dia 6 de dezembro, 15.265 casos suspeitos foram registrados, com 10 mortes. Os números são muitos superiores aos de 2015, que só teve 105 casos sem nenhuma morte.

Os casos de dengue também aumentaram em 2016, no entanto as mortes diminuíram. Os registros mostram 82.166 casos suspeitos e 14 óbitos entre janeiro e dezembro. Já no período de 2015, o estado detectou 71.791 casos suspeitos e 23 mortes.

É importante lembrar

Lembre-se de eliminar criadouros na sua casa e na vizinhança, pôr terra em potes de planta, verificar a calha e usar bastante repelente. As medidas de prevenção são basicamente as mesmas aplicadas contra a dengue. Como não existe uma vacina para a doença, o ideal mesmo é combater o mosquito.


Fontes: G1 e Notícias Uol

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