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Dengue, Zika ou Chikungunya? Um mosquito, três possibilidades


Transmitido também pelo Aedes aegypti, pode-se dizer que o zika é um vírus “primo” da dengue, mas com consequências menores. Febre, dores no corpo e náuseas são alguns dos sintomas apresentados por esse vírus, e os médicos têm dificuldade em diferenciá-lo da dengue ou do chikungunya. Hoje, porém, sabe-se que o zika vírus pode ter uma consequência grave em gestantes, por causar microcefalia no bebê.

No Brasil, a circulação de zika vírus foi confirmada pelo Ministério da Saúde nas cinco regiões do país. Ressalta-se que cerca de 80% dos indivíduos infectados não manifestam sinais ou sintomas da doença, por esse motivo grande parte das pessoas não procura serviços de saúde, dificultando o conhecimento da magnitude do problema.

Conforme orientação do Ministério da Saúde, não existe tratamento específico. Nos casos sintomáticos, recomenda-se o uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas (manchas e placas no corpo), os anti-histamínicos podem ser considerados. No entanto, é desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico (aspirina) e outras drogas anti-inflamatórias devido ao risco aumentado de complicações, descritas nas infecções por síndrome hemorrágica, como ocorre com outros flavivírus. Ressalta-se ainda que não há vacina contra o zika vírus.

A Agência Nacional de Saúde (ANS) recomenda que as operadoras orientem seus beneficiários e os profissionais de sua rede de atenção à saúde sobre a necessidade de se intensificar as ações de controle do Aedes aegypti, assim como medidas de prevenção pessoal, principalmente no que tange às grávidas, considerando a relação entre a ocorrência de microcefalia e a infecção pelo vírus zika.


Saiba a diferença entre os vírus


Doença: Dentre as três, é a mais conhecida e presente no Brasil. O país vive hoje uma epidemia da doença com 367,8 casos para cada 100 mil habitantes registrados até o dia 18 de abril.

Transmissão: O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti.

Sintomas: Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos extremos, a dengue pode matar. Até 18 de abril foram registrados 229 óbitos.

Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve procurar atendimento médico. As recomendações são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os sintomas da versão mais grave da doença, é importante procurar um médico novamente.



Doença: A doença pode ter sido detectada na Bahia, mas ainda não está confirmada. A suspeita é de que ela tenha sido trazida para o Brasil durante a Copa do Mundo de 2014.

Transmissão: Mais uma vez o Aedes aegypti é o vilão da história. Mas o vírus também é transmitido pelo Aedes albopictus e outras variações do mosquito.

Sintomas: O vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Tratamento: Assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não contenham AAS (Ex.: Aspirina).


✖️ CHIKUNGUNYA Confira a Cartilha de Prevenção

Doença: Até 18 de abril deste ano, foram registradas 1.688 ocorrências de chikungunya. Os primeiros casos “nativos” da doença no Brasil apareceram em setembro do ano passado em Oiapoque, no Amapá. Antes disso, já haviam sido detectados casos de pessoas que contraíram a virose fora do país. A origem do nome chikungunya é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações.

Transmissão: É transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e Aedes albopictus (presente em áreas rurais).

Sintomas: O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também ocorrem febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.

Tratamento: Como no caso da dengue, não há tratamento específico. É preciso ficar de repouso e consumir bastante líquido. Não é recomendado usar o ácido acetilsalicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

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Dúvidas sobre Microcefalia? Acesse o Portal da Saúde.

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